Como a mulher se sente no TERCEIRO trimestre da gestação?
O nascimento está cada vez mais próximo e aquilo que parecia distante começa a se tornar realidade, nesse momento, a mulher pode sentir muita vontade de finalmente conhecer seu bebê e, ao mesmo tempo, ficar ansiosa ou com medo de tudo o que está por vir. Mais uma vez, aparece a ambivalência: sentimentos contraditórios que coexistem e com os quais precisaremos aprender a conviver ao longo de toda a maternidade.
A proximidade do parto pode aumentar a ansiedade
Conforme o nascimento se aproxima, é comum surgirem alguns medos:
“Será que vou reconhecer quando o trabalho de parto começar?”
“Será que sentirei muita dor?”
“E se alguma coisa sair do planejado?”
“Como será minha vida depois que o bebê nascer?”
“Será que serei uma boa mãe?”
Até então, a mulher estava vivendo uma gestação. Agora, ela começa a perceber que, em pouco tempo, terá um bebê em seus braços e uma nova realidade para enfrentar, por isso, a ansiedade não está ligada apenas ao parto, ela também pode envolver o pós-parto, a amamentação, o sono do bebê, as mudanças no relacionamento e o medo de não dar conta das novas responsabilidades.
A vontade de conhecer o bebê também traz ansiedade
Depois de tantos meses esperando, pode surgir uma grande vontade de que o bebê nasça logo, a mulher quer ver seu rosto, segurá-lo nos braços e começar a viver tudo aquilo que imaginou durante a gestação.
Ao mesmo tempo, pode desejar que ele fique mais um pouco dentro da barriga, onde está protegido e onde ela ainda não precisa lidar com tantas situações desconhecidas.
Mais uma vez, sentimentos aparentemente contraditórios podem existir juntos: ela pode querer muito que o bebê nasça e também sentir medo de que esse momento chegue.
O desconforto físico também interfere nas emoções
O tamanho e o peso da barriga podem trazer desconforto, dores e dificuldade para encontrar uma posição para dormir.
Além disso, a cabeça pode não conseguir descansar. Pensamentos sobre o parto e sobre a vida depois do nascimento podem aparecer justamente na hora em que a mulher tenta dormir.
O cansaço provocado por noites ruins pode deixá-la mais sensível, irritada e ansiosa, por isso, é importante olhar para o que está acontecendo tanto no corpo quanto nas emoções.
Transforme parte da ansiedade em preparação
Você não conseguirá controlar como tudo acontecerá, mas pode se preparar para atravessar esse momento com mais segurança.
Procure entender quais são seus medos, converse sobre eles com os profissionais que a acompanham e busque informações confiáveis.
Pense também em quem poderá ajudá-la depois do nascimento e converse com seu parceiro sobre como vocês pretendem dividir os cuidados com o bebê e com a casa.
A ansiedade pode aparecer no terceiro trimestre, mas é importante observar sua intensidade, quando ela ocupa grande parte do dia, interfere no sono, impede a mulher de realizar suas atividades ou provoca sofrimento intenso, é necessário buscar ajuda profissional.
A preparação emocional não elimina os imprevistos da maternidade, mas ajuda você a lidar melhor com o desconhecido.

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